POR DETRÁS DAS CORTINAS DO ÓDIO...

10/05/2013 13:46

 

        O mundo sempre foi dividido pelo ódio. Tudo começou quando o Diabo, cheio de ódio, foi o pivô da divisão entre o ser humano e o Criador. Isso também acarretou a divisão da natureza humana, pois a partir daí, o homem e a mulher, perdendo sua integralidade existencial, passaram a viver em estado de competição. O império do ódio não se contenta com pouco. Caim matou Abel por causa do ódio contra Deus e contra seu próprio irmão. Durante essa antiga era primitiva o ódio cresceu tão rápido que toda aquela geração pré-diluviana encheu-se de violência. E é possível que esse mal se alastre de tal forma que não haja mais o que fazer. A única solução é a extinção em massa, visto que essa massa “desandou”.
         A história do ódio infelizmente não se afogou com o Dilúvio. Depois vieram muitos outros exemplos. Tanto de contendas pessoais como de guerras entre povos e nações. Mas a mais antiga história de ódio já registrada, que ainda está sendo escrita e até hoje não tem um "ponto final", é aquela que começa com a falta de confiança de um homem em seu Criador. Ironicamente esse homem é chamado de pai da Fé (ou da Confiança). Mas como um simples homem... não poderia ser perfeito. Abraão deu origem a duas grandes nações: aos judeus (filhos de Isaque) e às nações árabes (filhos de Ismael). De lá pra cá já sabemos bem o que acontece...
        Como nunca houve um mundo tão diversificado como o nosso, o ódio também se atualizou. Muitas guerras e histórias de violência se espalharam pelo mundo. Hoje vemos o ódio entre o mundo masculino e o feminino. Entre negros e brancos. Entre gays e “héteros”. Entre abortistas e não abortistas. Entre a direita e a esquerda política. Entre judeus e palestinos, religiosos e ateus, cristãos e muçulmanos, católicos e evangélicos, pentecostais e tradicionais... E hoje vejo uma nova modalidade surgindo: entre os cristãos “institucionais” e os “não institucionais”. Parece que quanto mais o homem se divide mais se odeia. Ou será que quanto mais ele se odeia, mais ele se divide. Não é a velha história: “Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha”?
       “Longe de mim” propor a Paz em detrimento da verdade ou da honestidade. Não acredito em um mundo fantasioso e nem acredito nesse ecumenismo vazio, inconsistente e incoerente. Nem mesmo Jesus propôs tal coisa. Vejam o que ele diz em MATEUS 10:


34 “Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. 35 Pois eu vim para fazer que o homem fique contra seu pai, a filha contra sua mãe, a nora contra sua sogra; 36 os inimigos do homem serão os da sua própria família 37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; 38 e quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. 39 Quem acha a sua vida a perderá, e quem perde a sua vida por minha causa a encontrará."


        Na verdade, a escalada do Ódio está crescendo de forma exponencial juntamente com os gritos pela paz. Quem acompanha a mídia “honesta” (e não aquela comprada por interesses superiores) sabe que estamos a um passo de uma terceira guerra. E para nós ocidentais, um dos países cada vez mais odiado por todos é o Irã. Não há como negar que seu governo ditatorial é insano e loucamente tomado pelo ódio. Mas o que existe POR DETRÁS DESSA CORTINA DE ÓDIO?
        Neste artigo, não me proponho a responder essa pergunta. Quero apenas convidá-los a, caso ainda não tenham visto, a assistirem o premiado filme de produção iraniana: “A Cor do Paraíso” (Roteiro e Direção: Majid Majidi). Reflitam e tirem suas próprias conclusões.


Link:  http://www.youtube.com/watch?v=p1J8aI9UAvY

 

 

(Caraguatatuba, SP – 24/03/2013)